Francisco assinala celebração dos Fiéis Defuntos, um dia depois de ter evocado «família» dos Santos

Cidade do Vaticano, 02 nov 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco vai presidir hoje à  Missa da comemoração dos Fiéis Defuntos no Cemitério Laurentino de Roma, a partir das 16h00 (menos uma em Lisboa), no qual existe um ‘jardim dos anjos’, para os bebés nados-mortos.

O portal Vatican News informa que o pontífice vai ser recebido pelo vigário para a Diocese de Roma, cardeal Angelo De Donatis; pelo bispo auxiliar do setor sul, D. Paolo Lojudice; e pelo capelão da igreja de Jesus Ressuscitado, localizado dentro do Laurentino, o padre Claudio Palma.

O cemitério Laurentino onde o Papa vai celebrar a Missa do dia de todos os fiéis defuntos é o terceiro maior da cidade de Roma, com 21 hectares, e foi fundado em 2002.

Este é o quarto cemitério onde o Papa Francisco celebra o Dia de Finados, depois do Cemitério de Verano [2013, 2014 e 2015]; do de Prima Porta, em 2016; e, no ano seguinte, o Cemitério de Neptuno, onde estão sepultados combatentes mortos na II Guerra Mundial.

Os bispos-auxiliares da diocese romana também vão celebrar a Eucaristia em todos os cemitérios da capital italiana; jovens voluntários estão a distribuir um subsídio para a oração – Pai Nosso, da Ave-Maria e do Eterno Repouso -, preparado pelo Secretariado Litúrgico da Diocese de Roma, na entrada dos cemitérios.

“Levar uma flor ao túmulo é um sinal de esperança e de fé: colocando-a na terra ou sobre a pedra, dizemos que em nosso coração existe a certeza, a confiança ou ao menos o desejo de que aquela pedra ou aquela terra nua voltem a florescer, restituindo a vida a quem nos é caro”, assinala o subsídio, divulgado pelo ‘Vatican News’.

O Papa Francisco assinalou esta quinta-feira no Vaticano a solenidade de Todos os Santos, que apresentou como uma festa da “família” cristã de todos os tempos, sublinhando a exigência de santidade na vida dos católicos.

“Ou santidade ou nada. Faz-nos bem deixar-nos provocar pelos santos, que aqui não tiveram meias medidas e desde lá [Céu] torcem por nós, para que escolhamos Deus, a humildade, a mansidão, a misericórdia, a pureza, para que nos apaixonemos pelo Céu, mais do que pela terra”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, onde presidiu à recitação do ângelus.

Já no sábado, às 11h30 de Roma, Francisco preside na Basílica de São Pedro à Missa de sufrágio pelos cardeais e bispos falecidos no decorrer dos últimos 12 meses.

CB/OC

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