Francisco salientou dimensão do «serviço» na solenidade litúrgica da Assunção de Maria

Cidade do Vaticano, 15 ago 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco rezou hoje pelas vítimas da queda da ponte Morandi (Génova) e manifestou “proximidade espiritual” aos familiares e feridos, após a oração do ângelus na solenidade litúrgica da Assunção de Maria, na Praça de São Pedro.

“Quando confio as pessoas que perderam a vida à misericórdia de Deus, expresso minha proximidade espiritual a seus familiares, aos feridos, aos deslocados e a todos aqueles que sofrem por causa deste dramático evento”, disse esta manhã.

“Convido-os se unirem a mim na oração, pelas vítimas e por seus entes queridos”, acrescentou Francisco desde a janela do apartamento pontifício.

A ponte Morandi, que desabou esta terça-feira em Génova, integrada na autoestrada A10 em Génova, terá colapsado segundo as autoridades devido a “um problema estrutural”.

Após a oração mariana, o Papa dirigiu também uma mensagem a todos os fiéis e peregrinos na Praça de São Pedro e confiou a Maria Consoladora dos aflitos as “angústia e os tormentos daqueles que, em muitas partes do mundo, sofrem no corpo e no espírito”.

A Igreja Católica assinala hoje a solenidade litúrgica da Assunção de Maria, um dogma solenemente definido pelo Papa Pio XII em 1 de novembro de 1950 e celebrado há vários séculos, numa data que é feriado em Portugal.

Antes da oração do ângelus, o Papa argentino realçou que a Igreja convida “a contemplar este mistério” que mostra que “Deus quer salvar todo o homem, salvar alma e corpo”.

“A assunção de Maria, criatura humana, dá-nos a confirmação de qual será nosso destino glorioso; Nosso corpo transfigurado estará lá. Isto – a “ressurreição da carne” – é um elemento próprio da revelação cristã, uma pedra fundamental da nossa fé”, desenvolveu.

Francisco explicou que a vida de Maria foi como a de “uma mulher comum de seu tempo”: Orou, cuidava da família e da casa, frequentou a sinagoga.

“Mas toda ação diária foi sempre realizada por ela em total união com Jesus. E no Calvário esta união atingiu o seu pico, no amor, na compaixão e no sofrimento do coração”, salientou.

Neste contexto, assinalou que a “maravilhosa realidade” da Assunção de Maria “manifesta e confirma a unidade da pessoa humana” e lembra que todos são chamados “a servir e glorificar a Deus com todo o ser, alma e corpo”.

“Se vivemos assim, no serviço jubiloso a Deus, que também é expresso em um serviço generoso aos irmãos, nosso destino, no dia da ressurreição, será semelhante ao da nossa Mãe celestial”, referiu o Papa Francisco.

O pontífice salientou que o “santo povo fiel de Deus” exprime com alegria “a sua veneração pela Virgem Mãe, na liturgia comum e também com “mil formas diferentes de piedade”.

“Declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi em corpo e alma à glória celestial”, refere a constituição apostólica ‘Munificentissimus Deus’, do Papa Pio XII, com a qual se deu a definição deste dogma da fé católica.

Os católicos orientais celebram esta festa desde o século V com o nome de “Dormição de Maria”.

No calendário litúrgico da Igreja latina celebra-se, com a categoria de solenidade (a mais importante, além das celebrações dominicais), a 15 de agosto.

A festa da Assunção da Virgem Santa Maria é celebrada como padroeira principal da Diocese do Porto e titular da catedral, o mesmo acontecendo em Viana do Castelo, sob a designação de Santa Maria Maior.

Nas dioceses do Algarve, Aveiro, Braga (sob o título de Santa Maria de Braga), Évora, Guarda, Lamego, Leiria-Fátima, Lisboa (sob o título de Santa Maria Maior), Portalegre-Castelo Branco e Viseu este dia é o da festa titular das respetivas igrejas catedrais ou concatedrais.

OC/CB

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