Francisco convida católicos a dirigir-se a Deus como «papá»

Cidade do Vaticano, 12 dez 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco convidou hoje os católicos a rezar pela vida, na preparação para o Natal, recordando a festa anual de Nossa Senhora de Guadalupe (12 de dezembro).

“São João Paulo II recomendou à materna proteção [de Maria] a vida e a inocência das crianças, sobretudo das que correm o perigo de não nascer. Pela sua intercessão, neste tempo do Advento, peçamos o dom da prole para as famílias sem filhos, o respeito pela vida concebida e a abertura dos corações aos valores do Evangelho”, declarou, na audiência pública semanal que decorreu no Auditório Paulo VI.

Saudando os cerca de 7 mil peregrinos de vários países, reunidos no Vaticano, o Papa deixou votos de que a Virgem Maria acompanhe todos “rumo ao Natal” e reavive “o desejo de acolher com alegria a luz do seu Filho Jesus, para a fazer resplandecer cada vez mais nas noites do mundo”.

Francisco dirigiu-se em particular aos peregrinos de língua portuguesa, com grupos de fiéis de Braga, Nova Oeiras e São Julião da Barra.

De coração, desejo a todos um tempo do Advento cheio de luz, pedindo à Virgem Maria, Mãe de Deus e da Igreja, que seja a estrela que protege a vida das vossas famílias. Que Deus vos abençoe!”.

A tradicional catequese continuou o ciclo de reflexões sobre o Pai-Nosso, sublinhando a importância de rezar com “confiança” a Deus, que é “papá”.

“Rezemos o Pai-Nosso com simplicidade: Pai. Papá. Ele compreende-nos e ama-nos muito”, disse Francisco.

O Papa assinalou que a oração ensinada por Jesus é “breve” e “audaz”, sem “preâmbulos nem termos solenes, simplesmente chamando-O Pai, como um filho faz”.

Francisco destacou ainda que a oração mostra que a espiritualidade cristã tem raízes na realidade concreta.

“A fé não é uma ‘decoração’ separada da vida, que surge apenas quando as nossas necessidades estão satisfeitas, quando o ‘estômago está cheio’; mas está imbuída no homem, em todo homem que tem fome, chora, luta, sofre e se pergunta ‘porquê?’”, precisou.

O pontífice recomendou uma oração constante, como forma de superar “o desespero de quem não acredita numa saída, diante de tantas situações insuportáveis”.

OC

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