D. Désiré Tsarahazana denunciou clima de «corrupção» e injustiça na ilha

Cidade do Vaticano, 09 out 2018 (Ecclesia) – O cardeal malgaxe D. Désiré Tsarahazana disse hoje no Vaticano que o Papa vai visitar a ilha de Madagáscar em 2019.

O arcebispo de Toamasina, um dos presidentes-delegados do Sínodo dos Bispos, falava aos jornalistas na sala de imprensa da Santa Sé, confirmando que Francisco respondeu positivamente ao convite da conferência episcopal malgaxe.

Esta resposta, assinalou, foi um “encorajamento” para todos os católicos, que agora esperam a “palavra do Papa”.

“A Igreja está cheia de pessoas, mas isso não basta”, observou o cardeal, pedindo que a fé seja vivida com “coerência”.

Em conferência de imprensa, D. Désiré Tsarahazana denunciou a situação de “extrema pobreza” e o desemprego juvenil, bem como “a corrupção e a injustiça” que afetam a população de Madagáscar.

O porta-voz do Vaticano, presente na sala, não quis confirmar a viagem.

“Posso dizer que está em fase avançada de estudo”, declarou Greg Burke.

Outro dos intervenientes foi a religiosa francesa Nathalie Becquart, que participa neste Sínodo de 2018 dedicado às novas gerações, a qual destacou a necessidade de “profundo discernimento” no que diz respeito ao papel das mulheres na Igreja Católica.

O tema, acrescentou, tem sido “recorrente” na assembleia sinodal que decorre até 28 de outubro.

Greg Burke referiu ainda aos jornalistas que o Papa Francisco caiu, ao regressar à Casa de Santa Marta desde a sala do Sínodo, mas sublinhou que o incidente não teve consequências.

OC

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