Secretário-geral do Sínodo abordou tema na perspetiva da viagem do Papa ao Chile e ao Peru

Cidade do Vaticano, 13 jan 2018 (Ecclesia) – O secretário-geral do Sínodo dos Bispos diz que o sínodo para a Amazónia que o Papa Francisco quer promover em 2019, “é uma ocasião maravilhosa” para apontar baterias aos desafios humanos e sociais que ali subsistem.

Em declarações divulgadas hoje pelo serviço informativo da Santa Sé, o cardeal Lorenzo Baldisseri defende que esta iniciativa poderá contribuir para reforçar o trabalho que a Igreja Católica já desenvolve no território amazónico e ao mesmo tempo “dar um estimulo para que os governos possam atuar ainda melhor do que estão a fazer”.

“Porque é difícil, eu compreendo bem que a presença no território amazónico é difícil, não só por causa do clima mas pelas adversidades, contrastes, conflitos entre todos os que estão lá”, frisa o responsável católico, que recorda os muitos missionários “mártires” que ali “deram a vida”.

O diálogo com o secretário-geral do Sínodo dos Bispos teve como pano de fundo a viagem de sete dias que o Papa Francisco vai iniciar esta segunda-feira ao Chile e particularmente ao Perú.

A deslocação a Puerto Maldonado, no Peru (19 de janeiro) é vista como um primeiro lançamento do sínodo sobre a Amazónia e as populações indígenas, previsto para 2019.

Em cima da mesa estarão temas como a depauperação desmedida dos recursos naturais da Amazónia, considerada como o pulmão do mundo; também a grave situação social que muitos povos indígenas atravessam, empurrados para um contexto de exclusão, sem terras ou meios de subsistência.

Questões que envolvem vários outros países, como a Colômbia, a Bolívia, o Equador, a Venezuela e o Brasil.

Na opinião do cardeal Lorenzo Baldisseri, o Brasil “que tem 65 por cento de território amazónico”, pode desempenhar um papel “formidável” em todo este processo, não só por motivos geográficos mas acima de tudo pela “experiência” que transporta consigo.

JCP

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