Francisco recorda milagres de Jesus que tiravam pessoas do «anonimato»

Cidade do Vaticano 01 jul 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco recordou hoje no Vaticano a ação de Jesus Cristo junto dos que mais sofriam, sublinhando que “todos são admitidos no caminho do Senhor”.

“Ninguém se deve sentir como um intruso, uma pessoa abusiva ou alguém que não tem direito. Para ter acesso ao seu coração, ao coração de Jesus, há apenas um requisito: sentir necessidade de cura e confiar nele”, declarou, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação da oração do ângelus.

“Pergunto-vos, a cada um de vós: sentis-vos necessitados de cura de alguma coisa, de algum pecado, de algum problema? E se sentis isto, tendes fé em Jesus”, acrescentou, falando à multidão reunida na Praça de São Pedro.

O Papa alertou para os perigos de um “coração mumificado”, que considerou mais grave do que a morte.

“Quando sentimos ter o coração endurecido, o coração que se endurece – permito-me a palavra, o coração mumificado. Devemos ter medo disto. Esta é a morte do coração. Mas mesmo o pecado, mesmo o coração mumificado, nunca é a última palavra para Jesus, porque Ele nos trouxe a infinita misericórdia do Pai”, referiu.

“É bonito sentir esta palavra de Jesus, dirigida a cada um de nós: ‘Eu digo-te, levanta-te!’”, prosseguiu.

A reflexão partiu da passagem do Evangelho deste domingo, lida nas igrejas de todo o mundo, que apresenta “dois prodígios realizados por Jesus, descrevendo-os quase como uma espécie de marcha triunfal para a vida”.

“Jesus descobre as pessoas na multidão e tira-as do anonimato, libertando-as do medo de viver e ousar. Ele faz isso com um olhar e com uma palavra que as coloca em caminho, depois de tantos sofrimentos e humilhações. Nós também somos chamados a aprender e a imitar essas palavras que libertam e esses olhares que restituem àqueles que estão privados disto, o desejo de viver”.

A intervenção concluiu-se com uma invocação da Virgem Maria, pedindo que acompanhe o “caminho de fé e de amor concreto, especialmente para com os necessitados”.

“Invoquemos a sua intercessão materna por nossos irmãos que sofrem no corpo e espírito”, apelou.

Após a recitação do ângelus, Francisco saudou os peregrinos presentes no Vaticano, incluindo um grupo de fiéis de Portugal.

“Desejo a todos um bom domingo. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e até à próxima”, disse, ao despedir-se de todos os presentes.

OC

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