Lisboa, 05 jul 2018 (Ecclesia) – A Cáritas Venezuelana denunciou violações à dignidade humana no país, principalmente entre os mais vulneráveis, desafiando o Governo a defender o direito à vida, à alimentação e à saúde.

“Os testemunhos de todas as dioceses levam-nos a concluir que, neste momento, a dignidade humana está a ser agredida e desrespeitada, especialmente entre os mais vulneráveis”, explicou a organização humanitária da Igreja Católica em comunicado, na terça-feira.

O documento alerta para problemas como “a propagação de doenças infeciosas (malária entre outras)” e o “tráfico de seres humanos”.

Segundo o último relatório da Cáritas Venezuelana, a inflação alimentar superou os 1300% em 2017; o Fundo Monetário Internacional estima que a inflação na Venezuela em 2018 será de 13 000%, a mais elevada do mundo.

A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) promove neste momento uma campanha de solidariedade em favor das comunidades católicas na Venezuela.

Junto ao Brasil, os missionários Orionitas lançaram o projeto “Coração sem Fronteiras”, para ajudar os refugiados que chegam ao país lusófono.

“O grupo orionita, além da missão evangelizadora das comunidades, tem a árdua tarefa de acolher e ajudar os que estão a atravessar a fronteira, especialmente os indígenas fogem da fome, da falta de serviços de saúde e da marginalização na Venezuela. Atualmente a situação piorou muito, por causa das intensas chuvas e inundações”, informam os religiosos católicos.

A Conferência Episcopal do Peru, por sua vez, anunciou a abertura de um Centro de Informação e Orientação para os mais de 350 mil venezuelanos que chegaram ao país, fugindo da instável situação política, social e económica.

OC

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