Gondomar, 17 set 2018 (Ecclesia) – As Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora (FMNS) viveram um dia de festa com a celebração dos votos perpétuos da irmã Elisabete Semedo, este sábado, em Gondomar, Diocese do Porto.

“Foi o fim de uma etapa e início de outra, o assumir perante toda a gente que quero continuar a dar a vida por Jesus”, afirmou a jovem de 31 anos, natural do Vale da Amoreira, Paróquia da Baixa da Banheira, na Diocese de Setúbal.

A Eucaristia foi presidida pelo bispo emérito sadino, D. Gilberto Canavarro, e a celebração foi animada pelo movimento juvenil Giofrater, das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora.

“Esta forma de testemunho pode fazer outros pensar: será que Jesus também me chama, que sou chamado a dar a vida?”, assinala a irmã Elisabete Semedo.

Por sua vez, a responsável pela pastoral juvenil e vocacional das FMNS assinala que a presença dos jovens nestas celebrações “é muito válida”.

“Mas muito mais é acompanhar a caminhada das jovens irmãs”, acrescenta a irmã Ana Paula Conceição, realçando que a jovem professa começou o seu percurso em “encontros de pastoral juvenil e vocacional”.

A irmã Elisabete Semedo saiu da casa dos pais há 11 anos e recorda que a mãe “aceitou muito bem, importava seguir o caminho que queria e ser feliz”; já o pai fez a filha “pensar se era mesmo o que queria”; se para os seus irmãos “foi um bocado estranho, não estavam à espera”, os amigos “pensavam que estava a gozar”.

Na congregação desde os 20 anos, os últimos 11 anos foram feitos de “oração, discernimento vocacional”, com acompanhamento, e serviço, conta a irmã Elisabete Semedo que gosta de trabalhar “no meio de jovens e crianças” e sentiu-se atraída pela “espiritualidade Franciscana e a “forma de viver, simples, alegres e pobres” das FMNS.

“Toda essa caminhada e processo que se vai fazendo é um testemunho encorajador para os jovens perceberem que Deus chama por eles, que tem uma opção de vida que pode passar por aqui ou outro lugar. A sua resposta positiva à vontade de Deus é um desafio a que outros se possam inquietar”, desenvolveu a irmã Ana Paula Conceição.

Neste contexto, acrescentou também que a partir dos 18 anos os jovens já “fazem muitas perguntas” sobre o ser religiosa, “o que é que deixaram para trás, o que podem e não podem fazer”.

A superiora-provincial das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora em Portugal afirmou que a nova professa “é um dom muito grande para a Igreja, depois para a congregação e também para a sociedade porque a irmã Elisabete consagrou-se para servir a tempo inteiro”.

“Sentimo-nos muito orgulhosas e com o coração cheio de gratidão. Para a congregação é muito importante porque quanto mais irmãs formos mais longe podemos ir, mais podemos responder às solicitações que nos são feitas mas não podemos dar resposta”, acrescenta a irmã Maria Ludovina Ferraz.

Contabilizando que são 182 religiosas, divididas por Portugal, São Tomé e Príncipe, Angola e Timor-Leste, a responsável acredita ser possível crescer.

A Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora está em 17 países de quatro continentes com mais de 100 fraternidades e cerca de 700 irmãs.

CB

 

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