«À maneira de Cristo, estamos para servir e não para ser servidos», lembra D. Francisco Senra Coelho

Cidade do Vaticano, 06 dez 2018 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora destacou hoje o voluntariado como um desafio de “cidadania” que os cristãos são chamados a “acolher”.

Num texto enviado esta quinta-feira à Agência ECCLESIA, ainda no âmbito do Dia Internacional do Voluntariado (05 de dezembro), D. Francisco Senra Coelho realçou que “apesar do crescimento do voluntariado em número de instituições e de voluntários”, ainda há muito a fazer neste setor da solidariedade.

“Portugal segundo as estatísticas ditas oficiais é ainda um país com reduzida cultura de voluntariado no contexto dos países europeus”, recordou aquele responsável católico.

D. Francisco Senra Coelho apela à dinâmica de todos os cristãos, para que tenham presente “um desafio que importa acolher, entre as diversas opções de cidadania”.

“Sim, aos cristãos importa responder a tudo o que é apelo para servir e possa contribuir para a humanização. À maneira de Cristo, estamos para servir e não para ser servidos”, frisa o arcebispo de Évora.

O prelado alentejano deixa depois uma saudação especial aos “muitos milhares de voluntários eclesiais que sem estatuto oficial de voluntários o são de facto”.

Aos “catequistas, escuteiros e visitadores de doentes, idosos e sós”; e também aos “coralistas, cuidadores e zeladores gratuitos de igrejas e capelas”, templos que representam uma “parte muito significativa do património artístico nacional”, e que tem sido “tão decisivo para o êxito turístico do país”, realça D. Francisco Senra Coelho.

Aquele membro do episcopado português recorda também Fátima, o santuário mariano, onde “centenas de Servitas e muitos outros voluntários” se dedicam ao “apoio dos milhões de peregrinos do mundo inteiro” que acorrem à Cova da Iria, ou “a outros santuários e igrejas do país”.

E o contexto das paróquias, onde inúmeras pessoas, de forma anónima, dão do seu tempo ao serviço de projetos como “a recolha de alimentos para o Banco Alimentar contra a Fome”, os “peditórios nacionais da Cáritas Portuguesa ou para o Dia Mundial das Missões”, os “roupeiros sociais” ou “os cabazes” solidários recolhidos a favor das “famílias carenciadas”.

“O meu obrigado a este país de voluntários e ainda com ativa vizinhança”, escreve D. Francisco Senra Coelho, que conclui com votos de “que a noção de voluntariado não seja ideologicamente redutora”.

“Isso só iria contradizer a essência plural, aglutinadora e aberta da própria noção de voluntariado”, completou.

O Dia Internacional do Voluntariado ao Serviço do Desenvolvimento Económico e Social da Humanidade, é assinalado desde 1985 pela Organização das Nações Unidas, a 5 de Dezembro de cada ano.

JCP

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