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    <title>Agência Ecclesia</title>
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    <description>Agência de Notícias da Igreja Católica em Portugal</description>
    <language>pt-pt</language>

    <copyright>Copyright 2009 Agência Ecclesia</copyright>

    <lastBuildDate>2010-2-9 19:23:15</lastBuildDate>
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      <title>Agência Ecclesia</title>
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      <title>Vaticano nega ingerência em jornal da Conferência Episcopal Italiana</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77705</link>
      <description> A Santa Sé negou esta Terça-feira que o director do jornal do Vaticano esteja envolvido no caso que levou à demissão do jornal da Conferência Episcopal Italiana ("Avvenire"), Dino Boffo.
 Em comunicado da Secretaria de Estado do Vaticano é referido que "desde 23 de Janeiro se estão a multiplicar, sobretudo na imprensa italiana, notícias e reconstruções que se referem aos eventos ligados à demissão do director do jornal católico 'Avvenire', com a evidente intenção de demonstrar uma implicação do director de 'L'Osservatore Romano', chegando a insinuar responsabilidade do Cardeal Secretário de Estado".
 Recentemente, o jornal italiano "La Repubblica" afirmou que Vian, director do Osservatore Romano, e o Cardeal Tarcisio Bertone estariam por detrás das acusações que levaram à saída de Boffo do "Avvenire".
 "O Santo Padre Bento XVI, que sempre esteve informado [sobre o caso], deplora estes ataques injustos e injuriosos, renova plena confiança nos seus colaboradores e reza para que quem tem verdadeiramente no coração o bem da Igreja aja com todos os meios a fim de que se afirmem a verdade e a justiça", afirma a nota divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé.
 O comunicado assegura que estas informações "não têm qualquer fundamento", desmentindo que tenha partido do Vaticano o envio de "documentos que são a base da demissão".
 A Santa Sé nega também que o director do jornal do Vaticano "tenha dado informações sobre estes documentos", tenha "escrito sob pseudónimo ou inspirado artigos sobre outros títulos".
 De acordo com o comunicado assinado pela Secretaria de Estado, "parece claro" que as denúncias têm a intenção de atribuir a Vian "de modo gratuito e calunioso, uma acção desmotivada, irracional e malvada".
 A Secretaria de Estado do Vaticano considera que a polémica sobre Boffo está a dar lugar a uma campanha difamatória contra a Santa Sé que envolve o próprio Papa.
 Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a presidência da Conferência Episcopal Italiana condena igualmente a "campanha difamatória contra a Santa Sé", desejando que esta intervenção "contribua para serenar o clima".</description>
      <pubDate>2010-02-09 17:59:02</pubDate>
      <category>Internacional</category>
    </item>
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      <title>Bispos não consideram que a liberdade de expressão esteja em perigo</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77704</link>
      <description> A Igreja Católica considera que a liberdade de expressão é um dos "direitos fundamentais da pessoa", mas não vê que a mesma esteja "em perigo" no nosso país.
 Para o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Pe. Manuel Morujão, as recentes polémicas sobre as relações entre o governo e a comunicação social são "excepções" que não significam que "esteja em perigo a liberdade de expressão em Portugal".
 Este responsável falava aos jornalistas após o encontro do Conselho Permanente da CEP, que decorreu em Fátima. O Pe. Manuel Morujão foi confrontado com as declarações que o Bispo do Porto proferiu sobre esta matéria, considerando que as mesmas são "perfeitamente aceitáveis".
 D. Manuel Clemente disse que "quem tem responsabilidades acrescidas" tem "obrigações maiores de coerência", ressalvando, no entanto, que o momento de prestar os esclarecimentos é "uma decisão pessoal".
 Para o Pe. Manuel Morujão, "não se vê qual é a alternativa que se possa aceitar senão o que ele (D. Manuel Clemete, ndr) disse". Estes "princípios gerais", acrescentou, dizem respeito a "qualquer cidadão" e não apenas ao Presidente da República ou ao Primeiro-Ministro.
 Casamento
 O secretário da CEP disse ainda que a Igreja olha com "simpatia" para a manifestação promovida pela Plataforma Cidadania e Casamento, um "grande encontro" que visa a "consolidação da família e do verdadeiro casamento".
 Este grupo de cidadãos convocou uma manifestação para o próximo dia 20 de Fevereiro, em Lisboa, na qual se pretende "manifestar que o casamento é entre um homem e uma mulher" e que "cada criança tem direito a um pai e uma mãe".
 "Nós, mulheres e homens livres de Portugal temos o direito a decidir, pelas crianças, pelo casamento e pela família", assinala a organização do evento, que espera reunir muitos dos que exigem um referendo ao projecto de lei que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
 O Pe. Manuel Morujão considera que é necessário contestar os "caminhos que contrariam a história do casamento" e desvirtuam a sua identidade.</description>
      <pubDate>2010-02-09 17:38:07</pubDate>
      <category>Nacional</category>
    </item>
    <item>
      <title>Bento XVI vem falar a todos</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77703</link>
      <media:content url='http://www.agencia.ecclesia.pt/imgs/bo/bentoxvi_portugal1.jpg' medium='image'/>
      <description> A Igreja Católica em Portugal espera que a sociedade saiba acolher Bento XVI, em Maio próximo, independentemente de "credos religiosos e ideologias".
 Falando aos jornalistas após a reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em Fátima, o Pe. Manuel Morujão assegurou que o Papa tem um discurso "englobante" e que "todos são bem-vindos" para as iniciativas que marcam a viagem papal ao nosso país, de 11 a 14 de Maio.
 Os Bispos decidiram não publicar, para já, uma nova nota pastoral sobre a visita, o que deverá acontecer no próximo encontro do Conselho Permanente da CEP, a 1 de Março.
 Escolhido está o slogan: "Contigo caminhamos na esperança. Cristianismo, Sabedoria e Missão".
 Segundo o secretário da CEP, esta mensagem de esperança quer contrariar a tendência para o "pessimismo", em especial numa altura de crise. A presença do Papa, acrescentou, visa promover "um Portugal melhor, uma Igreja melhor".
 O Pe. Manuel Morujão assinalou que Bento XVI trará um "discurso que baixa à realidade", mas não espera "receitas concretas".
 "O Papa situa-se a um nível profético da verdade e terá um discurso profundamente respeitoso", acrescentou, "sem proferir sentenças radicais".
 Ainda esta Terça-feira foi anunciado o endereço do site oficial da visita, www.bentoxviportugal.pt, no qual serão oferecidas informações sobre o Papa, documentação, material multimédia e dados relativos aos eventos da visita.
 Todos os esforços serão feitos para promover a participação dos portugueses nas diversas celebrações (ver programa). Para o secretário da CEP, esta presença é um sinal de "solidariedade, sintonia, comunhão com o Papa".
 Quanto aos encontros sectoriais (cultura, acção social, padres), este responsável adiantou que "ainda se está na preparação das listas" de participantes, condicionadas pela lotação dos espaços onde os mesmos irão decorrer.
 Programa
 A visita começa no dia 11 de Maio, com chegada marcada para as 11h00 de Lisboa, no aeroporto da Portela. Após cerimónia de boas vindas, no Mosteiro dos Jerónimos. Às 12h45, tem lugar uma visita de cortesia a Cavaco Silva, no Palácio de Belém, pelas 13h30. Pelas 18h15 inicia-se a celebração da Missa, no Terreiro do Paço.
 No dia 12, Bento XVI reunir-se-á com figuras da cultura portuguesa, no Centro Cultural de Belém (10h00), e, ao meio-dia, receberá, na Nunciatura Apostólica, o Primeiro-Ministro José Sócrates.
 A partida para Fátima, em helicóptero, está marcada para as 16h40. A chegada à Capelinha das Aparições acontece pelas 17h30, seguida de uma celebração com padres, religiosos, seminaristas e diáconos na igreja da Santíssima Trindade (18h00). A recitação do Rosário e a Procissão das Velas acontecem às 21h30.
 No dia 13, pelas 10h00, o Papa preside à Missa. No final da cerimónia, Bento XVI visitará em privado o túmulo dos três Videntes de Fátima (Lúcia, Francisco e Jacinta).
 Depois do almoço com os Bispos de Portugal, o Papa tem um encontro com os membros de "organizações da Pastoral Social", católicos ou não, às 17h00, na igreja da Santíssima Trindade, seguido de uma reunião com os Bispos do nosso país, às 18h45, na Casa de Nossa Senhora do Carmo.
 Para além da Peregrinação Internacional Aniversária de Maio, em Fátima, o Papa marca presença na "Missão 2010", promovida pela Diocese do Porto. A chegada ao heliporto da Serra do Pilar, em Gaia, acontecerá pelas 09h00, seguindo Bento XVI para a Avenida dos Aliados, onde preside à Missa, às 10h15.
 A despedida de Portugal acontecerá pelas 13h30, no Aeroporto Internacional do Porto, com uma breve cerimónia. O regresso a Roma está marcado para as 14h00.</description>
      <pubDate>2010-02-09 16:57:52</pubDate>
      <category>Nacional</category>
    </item>
    <item>
      <title>A oportunidade da visita do Papa</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77702</link>
      <media:content url='http://www.agencia.ecclesia.pt/imgs/bo/maria_rosario_carneiro.jpg' medium='image'/>
      <description> O Papa Bento XVI vem a Portugal, em Maio. Vem, peregrino, rezar nesse grande local de peregrinação do cristianismo que é Fátima, e vem, tanto quanto se sabe, reunir-se com representantes de vários sectores da sociedade portuguesa.
 A visita de um Chefe de Estado é sempre um factor assinalável na vida dos países, mas na visita do Papa, acresce o facto de ser o chefe da Igreja Católica (que ainda é constituída em Portugal por uma larguíssima parte da população), de ser um inquestionável e incontornável filósofo do nosso tempo, cujas ideias são referenciais no pensamento contemporâneo.
 O anúncio da sua vinda é sem dúvida um factor de grande alegria, e a sua realização é aguardada com grande expectativa. Sabe-se que o Papa, nas suas deslocações tem sempre uma particular atenção à situação da sociedade que visita, às problemáticas que a marcam, às características que a definem.
 A nossa vida nacional recente tem sido e é marcada por uma agitação institucional (prenúncio de instabilidade?), por um agravamento das condições de vida das populações (aumento do desemprego, intensificação da pobreza), por índices de crescimento praticamente inexistentes, por um confronto de valores, alguns dos quais, matriciais (de que é exemplo o debate feito em torno do casamento e dos conceitos de família que lhe estão subjacentes).
 Por outro lado, constata-se também uma fraca mobilização da sociedade para pensar, enquadrar, contribuir para ser parte activa na construção comum.
 A vinda do Papa pode ser uma oportunidade para todos, católicos e não católicos, no contexto actual recuperarem, aprofundarem, destacarem, o apelo que vem a ser feito nas mais recentes mensagens, desde a carta encíclica Caritas in Veritate até à mensagem de ano novo, nomeadamente no que tem a ver com o combate sustentado à pobreza, com a recuperação da solidariedade assente em princípios fundamentais de justiça, com a alteração de paradigmas de comportamento face ao consumo e à fruição dos bens comuns, com a defesa dos valores fundamentais da vida e da família.
 De facto esta alteração de paradigma representa um enorme desafio quer aos comportamentos individuais, quer institucionais, no que se refere à recuperação de uma necessária sobriedade e contenção em tempos de crise.
 Será também uma oportunidade para provocar a (re)dinamização das estruturas da Igreja, nomeadamente no que se refere à necessária aproximação às circunstâncias concretas dos tempos em que vivemos, para que seja referência permanente e segura da mensagem de Cristo.
 Mas para que as oportunidades se efectivem é preciso que nos preparemos, que estejamos alerta, e que o queiramos. Mas também é preciso que sejamos incluídos, que sejam construídas as condições para que as oportunidades se realizem. A visita tem pois que ser uma visita a todos nós.
 Maria do Rosário Carneiro</description>
      <pubDate>2010-02-09 16:41:50</pubDate>
      <category>Dossier</category>
    </item>
    <item>
      <title>Ouvi do Vento</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77682</link>
      <description> «Ouvi do Vento», de Manuela Silva, reúne perto de 70 textos que, de 2003 a 2009, foram mensalmente publicados no site da Fundação Betânia.
 Sobre este volume, editado pela Pedra Angular, escreve Isabel Allegro de Magalhães: "Num close-up dirigido ao coração de cada um, alguns dos textos pretendem chegar ao nível profundo da consciência, apelando a que cada um mantenha a sede de infinito que em si habita, "a dimensão invisível e transcendente da existência", o seu movimento para a verdade, o bem, a beleza, a sua centralidade no essencial".
 "A exigência  prossegue a escritora  é aqui a de espaços de silêncio no quotidiano, espaços para se ser e se estar, tornando-se cada pessoa assim verdadeiramente si própria () e parafraseio: para que como o regato não nos percamos da união ao oceano. 'Ser' e 'estar', aliás, aparecem como verbos fundantes deste percurso, em contraposição a 'ter', 'parecer', 'aparecer', tidos como característicos da superficialidade do humano."
 O texto integral de Isabel Allegro de Magalhães pode ser lido no site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.</description>
      <pubDate>2010-02-09 15:53:10</pubDate>
      <category>Estante</category>
    </item>
    <item>
      <title>Desemprego é uma praga, diz arcebispo de Évora</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77700</link>
      <description> "A agricultura está praticamente reduzida a zero e a indústria também tem estado em crise". É com estas palavras que D. José Alves traça o quadro laboral da diocese de Évora. Em 2009, os vinte pólos que a Cáritas tem na região ajudaram cerca de mil famílias.
 Além da falta de emprego, a realidade social é afectada pela diminuição do número de habitantes e pelo envelhecimento, fenómenos que fomentam o isolamento. "A solidão tem por vezes efeitos mais nefastos do que a pobreza material", sendo "um dos maiores problemas da nossa sociedade", assinala o prelado.
 Em entrevista ao programa "No Caminho das Dioceses", da Rádio Renascença, D. José Alves referiu que a Igreja tem alargado a sua rede de lares de terceira idade e centros de dia. Algumas paróquias criaram inclusivamente "centros de noite".
 "Estamos longe de dar cobertura a todos os casos", admitiu o arcebispo de Évora ao mencionar as "extensas" listas de espera para a admissão às instituições de apoio social geridas pela Igreja.
 A escassez do número de padres diante das necessidades das comunidades foi outro dos assuntos referidos pelo prelado. A arquidiocese tem 158 paróquias mas os sacerdotes são cerca de metade. E alguns já com idade "um pouco avançada".
 Referindo-se ao número de seminaristas  14  D. José Alves considera que "não estamos muito bem mas já estivemos pior". E há um detalhe "emblemático e consolador": "as vocações que temos neste momento são originárias da própria diocese, o que antes não acontecia". Para o prelado, esta evolução "é sintoma de que há um amadurecimento cristão dentro das comunidades".
 A escassez de clero implica rever as incumbências que lhe são atribuídas, sem no entanto desvirtuar a sua identidade. O arcebispo defende que "seria desejável" que algumas das actividades exercidas pelos padres passassem a ser assumidas pelo laicado.
 "Na nossa diocese temos já um núcleo apreciável de leigos que colaboram directamente com os sacerdotes", assinalou D. José Alves, que deu como exemplo desta cooperação as celebrações dominicais na ausência de presbítero e a missão realizada pelos ministros extraordinários da comunhão quando visitam os doentes.
 O vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social entende que a formação dos cristãos é um dos principais desafios da Igreja portuguesa. "Há muita gente que tem fé, mas é uma fé pouco esclarecida", constata o prelado. Por outro lado, a cultura contemporânea deixou de proporcionar "apoio para a prática da vivência cristã", chegando mesmo a ser-lhe "adversa".
 No que diz respeito à visita do Papa a Portugal, D. José Alves está convencido de que a presença de Bento XVI vai promover a "comunhão" e suscitar uma "fé mais sólida".</description>
      <pubDate>2010-02-09 14:54:43</pubDate>
      <category>Nacional</category>
    </item>
    <item>
      <title>Padres alegres</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77699</link>
      <description> Da autoria do arcebispo de Viena, Cardeal Christoph Schönborn, as "Paulinas Editora" deu à estampa a obra "A Alegria de ser padre". Um livro onde se apresenta algumas meditações do primeiro retiro em Ars, França, precedidos pela vídeo-mensagem que Bento XVI dirigiu aos padres que participaram.
 Mais que um simples livro de agradável leitura, "A alegria de ser padre" é para os cristãos um itinerário de vida e de oração. Dirige-se aos padres, que encontrarão nesses temas as suas alegrias e penas, as suas questões e os seus combates, mas também a todos os cristãos, celibatários e famílias, que desejam compreender melhor o lugar e a função do padre no seu meio de vida e nesta grande família que é a Igreja.
 Mais de cem páginas de sabedoria, humor, ternura e respeito, nas palestras do cardeal Schönborn aos padres que tiveram o privilégio de escutar a sua cultura teológica e saborear a sua experiência de pastor.</description>
      <pubDate>2010-02-09 13:55:05</pubDate>
      <category>Estante</category>
    </item>
    <item>
      <title>Criar um lugar religioso</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77698</link>
      <description> No acto de criação de uma igreja, o arquitecto deve ter bem presente que esta não é um fim em si mesma, nem um meio para a expressão solitária da sua vaidade, mas um instrumento que deve estar, desde o primeiro esboço, ao serviço da comunidade. Construir uma igreja não é compatível com a exaltação do ego e das certezas estéticas do seu autor, mas com um trabalho de enorme responsabilidade, que deve ser encarado do início ao fim com uma atitude de grande humildade.
 Este tempo, normalmente irrepetível, deve ser um dos mais fortes e intensos da vida de uma comunidade, pois é uma oportunidade extraordinária para esta reflectir sobre a sua concepção de Igreja, aprofundar noções de liturgia e teologia, aumentar a comunhão entre os seus membros e de crescer na Fé, ou seja, enquanto se projecta o seu lado mais visível e exterior, também a sua vida interior é chamada a desenvolver-se significativamente, na busca de uma maior Fé, Esperança e Caridade.
 A elaboração do programa de uma igreja, deve, por conseguinte, ser um processo participado e dialogado entre comunidade e arquitecto, para o que é necessário que se estabeleça entre todos uma relação de proximidade e confiança, e o arquitecto deve procurar conhecer e acompanhar de perto esta caminhada da comunidade da futura igreja, para que o edifício, depois de erguido, exprima a fé adulta da comunidade, e esta se reveja na sua nova casa.
 Este foi o processo seguido pelo arquitecto austríaco Ottokar Uhl, experiente criador de espaços litúrgicos e profundo conhecedor da fé e liturgia inspiradas pelo Concílio Vaticano II, aquando da concepção da igreja de São Judas Tadeu, em Karlsruhe-Neuret, na Alemanha. Durante 10 anos, desde a data em que ganhou o concurso de arquitectura até à inauguração, envolveu-se num diálogo permanente com a comunidade, chamada a participar de forma activa e contributiva no processo criativo, tornando extremamente frutuoso o potencial catequético e pastoral associado a este processo, e conseguindo chegar deste modo a uma solução arquitectónica verdadeiramente edificadora da comunidade e por esta acolhida em espírito e verdade.
 No entanto, nos últimos tempos, o maior esforço e atenção dos arquitectos tem-se dirigido quase exclusivamente para a criação de espaços de meditação, oração ou experimentação individual, em ambientes classificados como sagrados, místicos ou espirituais, inundados de luz poética e emocional, em detrimento das verdadeiras necessidades da comunidade. Uma igreja não é um templo, nem um espaço de meditação ou oração pessoal. Estas são importantes, mas quando Jesus queria rezar ao Pai, subia ao monte para orar na solidão, no quarto mais secreto (Mt 14, 23 e 6, 6).
 Na celebração eucarística, como na última ceia, Jesus deseja ardentemente comer esta Páscoa connosco (Lc 22, 15). O que faz da igreja ecclesia, lugar onde os cristãos fazem a experiência de ser Igreja, comunidade de fé, encontrando-se aqui consigo mesma e toda ela com Deus. É o espaço em que comungam a presença de Cristo, que está com cada um em todos os momentos, mas de um modo especial com todos na liturgia, pois "onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles" (Mt 18, 20).
 Uma igreja bem concebida tem, finalmente, de contribuir para que a comunidade unifique a experiência da celebração da Eucaristia com o agir cristão quotidiano, tomando cada vez mais presente e consciente que o mundo inteiro é o seu santuário, que a santidade se cumpre no nosso quotidiano e que a missa na nossa vida diária é amar (Joseph Ratzinger, Introdução ao espírito da liturgia, 2001, pp. 41).
 Para que tal aconteça, arquitecto e comunidade devem fundar o programa para a nova igreja em rocha firme, ou seja, em Cristo e nas Escrituras, mais do que em qualquer lei, regulamento, imagem ou tradição. Jesus não foi pessoa de deixar muitas obrigações ou dar muitas ordens, mas apenas um novo mandamento: "que vos ameis uns aos outros." (Jo 13,34)
 É este mandamento que, uma vez inspirado nas paredes, poderá expirar para a comunidade, para que esta, procurando aproximar-se cada vez mais de Deus, se aproxime mais e mais dos homens.
 João Alves da Cunha, arquitecto</description>
      <pubDate>2010-02-09 13:47:17</pubDate>
      <category>Dossier</category>
    </item>
    <item>
      <title>A igreja na cidade</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77697</link>
      <description> 1. A Igreja é antes de mais comunidade de pessoas, comunidade de comunhão como expressou o concílio Vaticano II. O conteúdo desta comum-união é a participação no Espírito de Cristo, que gera o corpo social e místico que é a comunidade cristã. O Espírito não precisa de outro templo senão a pessoa humana e a comunidade. O corpo social é que tem necessidade de um lugar de encontro, de acolhimento, de celebração da fé, de trabalho - necessita de um edifício na cidade. A comunidade está antes do edifício. O erro da polémica igreja do Restelo não está, primeiramente, no estilo próprio do arquitecto, mas no facto da comunidade não ter sido o sujeito do processo, quem escolheu a tipologia litúrgica, a expressão do edifício e o arquitecto. Tanto a funcionalidade como a forma simbólica do edifício-igreja derivam da comunhão cristã que é fundamentalmente abertura ao Outro, abertura da comunidade à transcendência de Deus, mistério da existência, e à presença de Deus na própria vida das pessoa e da cidade. Esta abertura opõe-se ao gueto ou à seita, que são fechamento, separação. A Igreja não tem sentido sem relação com a cidade. Uma relação específica que não se caracteriza pelo poder mas pelo serviço (Lc 20,25-26), que não exclui mas acolhe na comunhão, que não se impõe mas se propõe. Estas características espirituais da igreja-comunidade é que devem caracterizar a igreja-edifício, como seu prolongamento e sua imagem na cidade.
 2. Por outro lado, a cidade contemporânea está em processo acelerado de transformação urbana e cultural. No passado a Catedral ocupava o centro, desde aí definia e organizava o território geográfico e o território dos valores e do sentido. Hoje, o centro histórico tende a ser um lugar do passado, esvaziado de habitantes, itinerário pitoresco de turistas, absorvendo neste conceito as suas igrejas. O estatuto da igreja na cidade vê-se alterado na sociedade plural, onde culturas, valores e formas de vida diversas partilham o espaço comum. Nele, a igreja-instituição já não representa o todo cultural, mas ocupa o espaço público, a par de outras instituições de significados desiguais. A igreja-edifício não tem porque ocupar o lugar do poder, o centro, ou a extrema dominante das avenidas. O edifício constrói-se a partir da comunidade, como sua casa, domus ecclesia, à escala das suas necessidades espirituais e capacidade de serviço. A igreja sobrevive como sinal e lugar de uma comunidade de identidade espiritual forte. Só quando esta enfraquece ou se ensoberbece é que volta nostalgia da monumentalidade.
 Outro aspecto é a crise da cidade como lugar humano. A cidade descentralizou-se, multiplicando os seus centros, diluindo as suas periferias no suburbano. A complexidade crescente da cidade contemporânea organiza-se por valores ligados quase exclusivamente às leis do mercado, valores pragmáticos e não espirituais. O predomínio do económico e do material gera o desejo do espiritual, a saturação da informação e da imagem gera o desejo da escuta e do silêncio, a fragmentação da vida gera a busca de sentido. O urbanismo e a arquitectura são valores espirituais que promovem a cidade como lugar humano. Um desafio semelhante põe-se à presença da igreja nos novos fóruns disseminados da cidade, nas periferias e não-lugares. Saberá a igreja recriar aí tempos de paragem e reflexão? Reforçar centralidades, lugares de encontro e celebração? Recuperar espaços de identidade e de pertença, na precariedade e vulnerabilidade da cidade em mutação?
 3. Finalmente, que linguagem arquitectónica para o edifício-igreja na cidade? Percorremos aspectos sociais, culturais e espirituais que condicionam o desenho da igreja-edifício na sua relação com a cidade. Em última instância a arquitectura dá-lhes um valor formal definitivo, a igreja reconhece-se finalmente pela sua forma. Mas será que esta forma sobrevive reconhecível às rupturas próprias da arquitectura como disciplina, nomeadamente ao questionamento do modernismo? Não redefiniu, a igreja-instituição também, no último Concílio, a compreensão de si e da sua relação com o mundo? O resultado, ainda que prometedor, é, actualmente, uma grande experimentação de formas e tipologias.
 Os arquitectos cultivados lêem na história das formas, seleccionadas pelo tempo, a reflexão de cada época sobre a igreja e a cidade. Há no entanto que traduzi-la para hoje. Só uma reflexão aprofundada na comunidade cristã, em conjunto com o mundo da arquitectura como disciplina, pode consolidar as boas práticas.
 A igreja-edifício é uma metáfora na cidade secular, pronunciada na linguagem do seu tempo. A sua estrutura poética e paradoxal deve surpreender crentes e descrentes, conduzi-los ao silêncio do mundo, despertar uma atenção inhabitual. Tem portanto necessidade do talento artístico do arquitecto.
 Pe. João Norton, sj, arquitecto</description>
      <pubDate>2010-02-09 13:43:10</pubDate>
      <category>Dossier</category>
    </item>
    <item>
      <title>A programação de um novo lugar paroquial</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77696</link>
      <description> Na edificação da nova Comunidade Paroquial do Parque das Nações e na programação da construção do seu Templo, a teologia de comunhão e de povo de Deus desenvolvida pelo Concílio Ecuménico Vaticano II teve uma implicação central. Assim, o Templo teria de ser a casa e a escola de comunhão. Procurou-se, portanto, definir claramente os princípios basilares e conceptuais que deveriam presidir a qualquer projecto que viesse a ser apresentado pelas equipas de arquitectos. A elaboração de um programa iconográfico foi fundamental para que todos compreendessem que edifício deveria ser projectado.
 Esta foi a primeira etapa: não apenas elaborar um programa de instalações, onde são descriminados todos os espaços necessários e respectivas áreas, mas, principalmente, um programa onde se deixaria claro o desejo de uma arquitectura simbólica que estaria, assim, ao serviço da liturgia, havendo, desta maneira, uma correspondência perfeita entre a forma da liturgia e a forma das igrejas. A arquitectura deveria então sublinhar dois acontecimentos cruciais: o Baptismo, pelo qual nascemos para a comunhão e a Eucaristia, que nos alimenta e ensina, realizando a verdadeira comunhão.
 Ficava, então, claro que desejávamos uma arquitectura carregada de símbolos; que nos ajudasse a estar em sintonia com o carácter de verdadeiro mistério que ali iríamos celebrar. Deveria ser uma arquitectura inequívoca, que a identificasse como Igreja.

 Pareceu-nos importante, perante os arquitectos convidados a apresentar as suas propostas, sublinhar alguns aspectos que a seguir destacamos:
 1. Centralidade - No seu interior, a disposição dos espaços e da assembleia, convergirá para o que deve ser o seu centro: O Altar, centro da acção Litúrgica da Eucaristia.
 2. Axialidade - A existência de um eixo que dinamize a função da Igreja enquanto espaço celebrativo, realçando os seguintes focos litúrgicos: presidência (a cabeça da celebração, Cristo que está no meio de nós, sendo o presidente quem o torna presente); Ambão (a "boca" de onde sai a Palavra); Baptistério (o elemento constituinte da Igreja, enquanto povo de Deus).
 3. Assembleia - Há um protagonismo próprio da assembleia que celebra a sua fé, que participa, que se sente como corpo. O entendimento da Eucaristia, baseada na participação da assembleia e da comunidade, centrando inteiramente nestas a acção litúrgica, é uma perspectiva proposta pelo Concílio Vaticano II que queríamos ver presente na própria arquitectura.
 4. Iconografia - A contemplação dos mistérios Luminosos do Rosário seria a temática de toda a iconografia que viesse a estar presente na própria arquitectura, num diálogo com as opções artísticas que poderiam vir a ser escolhidas.

 Clarificado que estava o conceito da futura igreja, a escolha do projecto a edificar, de entre onze propostas de outras tantas equipas de arquitectos previamente seleccionadas, tornou-se uma tarefa desafiante. A contribuição do Sector das Novas Igrejas do Patriarcado de Lisboa, bem como de técnicos e especialistas na área da arquitectura e engenharia, foi essencial nesta etapa que se tornara muito delicada.
 Nenhum projecto é perfeito nem possível de responder, de forma inquestionável, ao desejo de quem o procura. Foi, então, necessário corrigir e melhorar o projecto escolhido. Nesta etapa, a comissão da paróquia responsável pelo processo da nova igreja teve um papel determinante, sobretudo o comité técnico - uma atitude crítica e atenta foi fundamental para que nenhum pormenor fosse descurado.
 Pe. Paulo Franco, pároco do Parque das Nações</description>
      <pubDate>2010-02-09 13:38:45</pubDate>
      <category>Dossier</category>
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      <title>Programação religiosa nos media</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77695</link>
      <description> Programa Ecclesia
 RTP2, 18h30 - Segunda a Sexta-feira
 Quinta-feira, dia 11 - Reportagens e O Passado do Presente, com D. Manuel Clemente
 Sexta-feira, dia 12 - Entrevista. Análise da Liturgia da Palavra de Domingo pelo Pe. Robson Cruz e Pe. Vitor Gonçalves.
 Segunda-feira, dia 15 - Entrevista: Apresentação de "Passo-a-rezar". Um projecto do Apostolado de Oração.
 Terça-feira, dia 16 - Encontro de Taizé no Porto: apresentação do Irmão David.
 Quarta-feira, dia 17 - Reportagens e A Magia da Vida.

 70 x 7
 RTP2 , 09h30
 Domingo, dia 13 de Fevereiro
 Reportagem - Fraternidade Verbum Dei: história da comunidade e propostas que faz para a vida da família.

 Ecclesia Rádio
 Antena 1
 Domingo, 06h00
 Segunda a Sexta-feira, 22h45

 RTP, RTP2 e RTPi
 Domingo, dia 14 de Fevereiro
 10h00 - Eucaristia dominical

 TVI
 Dia 14 de Fevereiro
 11H30  Transmissão directa da Missa da Igreja Paroquial de Santo António das Antas  Porto, presidida por D. Manuel Clemente.
 12h15  Oitavo Dia.

 Rádio Renascença
 Renascença
 Domingo: 10h00-O Dia do Senhor; 11h00-Eucaristia; 23h30-Ventos e Marés; Segunda a Sexta: 6h57-Sementes de reflexão; 7h55-Oração da Manhã; 11h00-Cristo ontem, hoje e sempre; 12h00-Angelus; 18h30-Terço; 23h57-Meditando; Sábado: 23h30-Terra Prometida.
 Rádio Sim
 Domingo: 10h00-O Dia do Senhor; 11h00-Eucaristia; Segunda a Sexta: 6h45 - Palavras de Vida; 7h50-Bom Dia; 18h30-Terço; 19h00-20h00-Respostas do Pe. Vitor Feytor Pinto; 23h50-Boa noite; Sexta: 23h00-Ser Igreja.

 RDPI e Antena 1 
 7h00 - Programa "Toda a Gente é Pessoa"; 8h00 - Missa</description>
      <pubDate>2010-02-09 13:31:55</pubDate>
      <category>Nacional</category>
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      <title>Arcebispo de Braga convida a melhorar as celebrações</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77694</link>
      <description> As celebrações comemorativas dos 300 anos da instituição do Lausperene em Braga "devem ser aproveitadas para uma maior consciencialização do valor e importância desta realidade de fé na vida dos cristãos e das comunidades. Sem este trabalho, tudo permanecerá na mesma, depois de iniciativas que apenas cansaram", afirma D. Jorge Ortiga na nota pastoral "Louvor perene", tornada pública pelo Paço Episcopal através da internet e com um vídeo do YouTube.
 No documento, o Arcebispo de Braga afirma que celebrar os 300 anos do Lausperene, em pleno Ano Sacerdotal, "é um dom de Deus, uma graça especial que merece a atenção de todos: pastores e fiéis. Somos convidados a dar graças pela imensa riqueza que, ao longo de três séculos, a Igreja Arquidiocesana recebeu", mas, acrescenta, "somos também convidados a pensar que a Eucaristia é para o Sacerdócio e o Sacerdócio para a Eucaristia".
 O Arcebispo de Braga deixa votos de que "as considerações desta Nota Pastoral sejam um apelo para ousar aprofundar, mais responsavelmente, a doutrina da Igreja sobre estes dois sacramentos: Eucaristia e Sacerdócio".
 No YouTube, o Cón. José Paulo fala, do mesmo modo, sobre a Nota Pastoral e a ainda sobre o impacto que a comemoração dos 300 anos do Lausperene está a ter na Arquidiocese de Braga.
 Redacção/Diário do Minho
 

 

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      <pubDate>2010-02-09 13:23:14</pubDate>
      <category>Nacional</category>
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      <title>A República e a Igreja em Portugal</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77693</link>
      <description> A libertação da Igreja da tutela do Estado é, para Matos Ferreira, a grande mudança introduzida com a nova modalidade Governo, implementada no país há 100 anos. O historiador da Universidade Católica considera que com todas as suas imperfeições a lei de 1911 marcou a distinção entre política e religião.
 "Temos que reconhecer que a lei da separação  com todas as suas ambiguidades -vai sugerir na sociedade portuguesa que uma coisa é o Estado outra coisa é a Igreja", uma distinção que ainda tem muita actualidade, diz Matos Ferreira.
 "A República e a Igreja em Portugal" é o tema da Semana de Estudos Teológicos de Viana do Castelo que começou esta Segunda-feira naquela cidade e vai decorrer por quatro dias.</description>
      <pubDate>2010-02-09 13:13:25</pubDate>
      <category>Nacional</category>
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      <title>Ajuda à Igreja que Sofre no Sudão</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77692</link>
      <description> No cumprimento da sua missão, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) tem dedicado uma atenção particular à situação da comunidade católica no Sudão, seja pela denúncia das violações aos direitos humanos, seja na ajuda material e espiritual a vários projectos desenvolvidos no país.
 Em Junho de 2007, a secção portuguesa da Fundação AIS lançou uma campanha intitulada «Vamos manter as escolas abertas», com o fim de ajudar as crianças do Sudão, país fustigado há mais duas décadas por uma guerra sem tréguas.
 No início de 2010, o futuro das escolas "Salvem os Oprimidos" (Save the Saveable) voltam a estar nas preocupações da organização católica, que prometeu enviar mais 500 mil Euros para ajudar a manter as escolas abertas. Para isso, conta com a generosidade dos benfeitores.
 No Sudão, uma guerra fratricida ceifou mais de 2,5 milhões de vidas desde 1983 e provocou a maior crise humana de que há memória em África: quatro milhões de refugiados no próprio país e mais de cinco milhões nos países vizinhos.
 Oficialmente, desde Janeiro de 2005 há paz no Sudão, mas para escapar da guerra milhares de pessoas fugiram para o Norte do país onde foram amontoadas em grandes campos de refugiados nas periferias das cidades. Nestas terríveis condições poucos têm a coragem de pensar num "luxo" como a educação.
 Para responder aos problemas da educação, a Igreja Católica organizou as primeiras escolas nos campos de refugiados da Arquidiocese de Cartum. Foram construídas salas multiusos e aproveitaram-se as palhotas dos refugiados. Uma vez que as escolas estatais não tinham capacidade para acolher as crianças refugiadas, foi criado em 1986 o Programa Escolar "Salvem os Oprimidos".
 Actualmente, cinco padres, um secretário de educação e um director executivo são responsáveis pelo programa que inclui 54 escolas (com 517 salas de aulas) e 66 jardins-de-infância com 866 professores e 72 trabalhadores em Cartum. Os outros centros fora da capital são dirigidos pelos Missionários Combonianos.
 Para diminuir os custos está a ser feita uma reestruturação deste Programa Escolar e o objectivo é reduzir o número de escolas para apenas duas por cada paróquia. O número de professores deverá descer para cerca de 450. Haverá também uma redução no número de pessoal administrativo e outros trabalhadores. O plano visa também o envolvimento da comunidade local nas diversas paróquias para suportarem financeiramente e gerirem as escolas.
 Departamento de Informação da Fundação AIS</description>
      <pubDate>2010-02-09 13:11:35</pubDate>
      <category>Internacional</category>
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      <title>20ª Peregrinação da Família Consolata</title>
      <link>http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77691</link>
      <description> A 20ª Peregrinação da Família Missionária da Consolata a Fátima realiza-se no próximo dia 13 de Fevereiro. No ano em que o ramo feminino desta família missionária festeja os cem anos de fundação, a peregrinação será subordinada ao tema «Missionárias da Consolata: 100 anos de Missão»,
 Este evento que se realiza, anualmente, no sábado mais próximo à festa do fundador dos Missionários/as da Consolata - o beato José Allamano -, comemorado na liturgia a 16 de Fevereiro, tem três momentos principais: a Via-Sacra, nos Valinhos; a saudação e consagração a Nossa Senhora, na Capelinha das Aparições e a Eucaristia na Igreja da Santíssima Trindade.
 Presentes vão estar a Madre Geral das Irmãs, Ir. Gabriella Bono, assim como o Superior Geral dos Missionários da Consolata, Pe. Aquileo Fiorentini, que presidirá à eucaristia desta 20ª Peregrinação.
 "Com as Irmãs da Consolata agradecemos a Deus e à Virgem Maria estes cem anos de vida missionária que fizeram nascer em tantos povos a consolação de Cristo, filho de Maria", refere na mensagem que introduz o Guião preparado para esta Peregrinação o Pe. Norberto Louro, superior provincial dos Missionários da Consolata em Portugal.

 Programa
 09.30 - Concentração em frente ao Seminário da Consolata 10.00 - Saudação do Superior Provincial
 - Início da Via-Sacra Missionária para os Valinhos
 - Momento celebrativo no Calvário Húngaro
 15.00 - Concentração na Capelinha das Aparições; Saudação e consagração a Nossa Senhora
 - Procissão para a Igreja da Santíssima Trindade (ISST)
 15.30 - Celebração eucarística na Igreja da Santíssima Trindade
 16.45 - Encerramento da Peregrinação

 Mais informações em www.consolata.pt/site</description>
      <pubDate>2010-02-09 13:08:32</pubDate>
      <category>Nacional</category>
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