A construção da paz «é tarefa de todos cidadãos e autoridades públicas»

Angra do Heroísmo, Açores, 02 jan 2019 (Ecclesia) – O Bispo de Angra pediu urgência na construção de uma “cultura que respeite e edifique a pessoa e a sociedade”, com vista à edificação de uma “verdadeira construção da paz”.

“Em cada ano que começa, com a esperança que se renova, devemos lançar um olhar global a todo o ser humano e observar atentamente o conteúdo que integram os direitos humanos que devem ser salvaguardados a todo o cidadão”, escreve D. João Lavrador na mensagem para o Dia Mundial da Paz, assinalado no dia 1.

Lamenta o bispo que após a Declaração Universal dos Direitos Humanos, assumida em 1948, e da Encíclica Pacem in terris, escrita em 1963 por São João XXIII, “o progresso alcançado não foi acompanhado com a verdadeira edificação da dignidade de toda a pessoa”.

“Num mundo dilacerado pela guerra que persiste em reinar em muitos contextos do mundo de hoje, na paz que está longe de ser alcançada por cada pessoa, no interior de tantas famílias, nações e povos” D. João Lavrador pede o envolvimento de todos na construção da paz.

“A paz é também tarefa de todos e cada um dos cidadãos e das autoridades públicas”.

A partir da mensagem que o Papa Francisco escreveu para o Dia Mundial da Paz, assinalado no dia 1, com o título «A boa política está a serviço da paz», o Bispo de Angra afirma que a “condição transcendente da pessoa” é imprescindível na “edificação do ser humano e da sociedade no seu todo”.

“A paz é uma realidade tão abrangente na vida da pessoa e da convivência entre os povos que se traduz no primeiro de todos os anseios da pessoa, da sociedade e da cultura de cada época”.

D. João Lavrador lembra ainda “excluídos e pobres, emigrados e os que sofrem”, convidando a que se juntem às famílias e a todos os diocesanos num caminho “decididamente pelas sendas que podem construir uma paz digna do ser humano, profunda e duradoira”.

LS

Mensagem de Ano Novo 2019

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