Homilia no início do Ano Judicial defendeu direito primordial à vida, «da conceção à morte natural»

Lisboa, 16 jan 2019 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa defendeu, na Missa que assinalou o início do Ano Judicial, a necessidade de uma “atenção particular” da Justiça à Comunicação, no respeito pela dignidade de todos.

“Mesmo quando for preciso denunciar o mal – e infelizmente não faltam ocasiões para isso – tenhamos em conta que se trata de pessoas, que nunca perdem a dignidade essencial que as qualifica”, assinalou D. Manuel Clemente, na homilia da celebração, enviada hoje à Agência ECCLESIA.

Durante a Missa que foi celebrada na Sé de Lisboa, o cardeal-patriarca destacou o atual “tempo comunicacional intenso”, que requer à Justiça e aos seus servidores “uma atenção muito particular”.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa pediu “honestidade” para não deturpar factos ou julgar “a priori”, apelando ainda ao “sentido crítico e cuidado” na forma como se recebem as notícias.

“Reconheçamos que este é um ponto determinante na sociedade que somos e, sobretudo, queiramos ser, em termos de Justiça essencial. Nada se constrói tendo por base a desconfiança geral, fruto duma comunicação negativa”, precisou.

A intervenção saudou quem trabalha em prol da Justiça, “sempre mais e melhor Justiça”, defendendo os direitos de todas as pessoas.

Direito à vida, que suporta tudo o mais, em todo o curso da existência humana, da conceção à morte natural, decididamente respeitada e solidariamente acompanhada, em cada homem ou mulher, em igual dignidade e respetiva alteridade. Direito a tudo o que a vida requer, da família em que se nasce à sociedade em que se convive, da instrução à saúde, do trabalho ao lazer, do ficar ao migrar”.

A homilia encontra-se publicada no site do Patriarcado de Lisboa.

OC

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