Francisco chega ao país esta quarta-feira, para cinco dias de visita

Cidade do Panamá, 22 jan 2019 (Ecclesia) – Milhares de jovens dos cinco continentes, incluindo centenas de portugueses, participam hoje na Missa de abertura da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2019, na Cidade do Panamá.

O maior encontro mundial de jovens católicos, iniciado em 1986 por iniciativa do Papa São João Paulo II, decorre até domingo, pela primeira vez, num país da América Central.

O Panamá tem pouco mais de quatro milhões de habitantes, 88% dos quais católicos, e recebe o Papa Francisco esta quarta-feira, para cinco dias de visita.

Antes da JMJ, decorreram os chamados “Dias nas Dioceses” e um Encontro Mundial de jovens indígenas, que mobilizaram milhares de participantes, em particular da América Latina; da Europa, o grupo mais numeroso é o da Polónia, com 7500 pessoas, seguindo-se a Itália, com 1500.

A delegação portuguesa tem 318 participantes, entre jovens e voluntários, acompanhados por seis bispos.

A Diocese de Santa Maria de Antígua é a primeira da Igreja Católica em “terra firme” na América, fundada em 9 de setembro de 1513, pelo Papa Leão X, e a sua Catedral, restaurada com a intervenção de técnicos portugueses, vai ser elevada a Basílica.

O único Papa a ter visitado o Panamá, até hoje, foi João Paulo II, em março de 1983; o santo polaco um dos padroeiros da JMJ 2019, ao lado de Rosa de Lima, Óscar Romero, João Bosco, José Sanchez del Río, Juan Diego, Martinho de Porres e a Beata María Romero Meneses.

A chegada do Papa ao aeroporto internacional de Tocumen, no Panamá, está prevista para as 16h30 (21h30 em Lisboa) desta quarta-feira, depois de quase 13 horas de voo, numa extensão de 9500 quilómetros.

Em quase seis anos de pontificado, Francisco fez 25 viagens e visitas internacionais, nas quais passou por 38 países, entre eles Portugal, em maio de 2017.

O primeiro contacto do pontífice com os participantes na 34ª JMJ vai decorrer na cerimónia de boas-vindas marcada para quinta-feira, pelas 17h30 locais, no Campo Santa Maria la Antígua.

Na manhã do dia seguinte, o Papa preside a uma celebração penitencial, com jovens reclusos do Centro Correcional de Menores Las Garças de Pacora, uma localidade situada a 46 quilómetros da capital, Cidade do Panamá.

Nesse mesmo dia, depois de regressar de helicóptero à Nunciatura Apostólica, Francisco estará de novo, pelas 17h30, no Campo Santa Marta la Antígua, para presidir à Via-Sacra com os jovens.

Para sábado, estão reservados vários momentos de oração e celebração, com destaque para a dedicação do altar da Catedral-Basílica de Santa Maria la Antígua, às 09h15, e um almoço com jovens no Seminário Maior São José.

O dia termina com uma vigília de oração, no Campo São João Paulo II, com início previsto para as 18h30 locais (mais cinco em Lisboa).

A JMJ 2019 conclui-se no domingo, dia em que o Papa preside à Eucaristia de encerramento, igualmente no Campo São João Paulo II, e anuncia a cidade que vai acolher a próxima edição.

Pelas 10h45, o Papa argentino fará uma visita à Casa Lar do Bom Samaritano, com direito a uma nova intervenção, e às 16h30 será a vez de ir ao encontro dos voluntários que prestam apoio à JMJ, no Estádio Rommel Fernández, momento que marcará também a última intervenção pública de Francisco antes do regresso a Roma.

Esta é a terceira edição internacional da JMJ presidida pelo Papa Francisco, depois de Rio de Janeiro, em 2013, e de Cracóvia, em 2016.

OC

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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