Cardeal Kevin Farrell destaca nova relação com o mundo juvenil, após a última assembleia do Sínodo

Cidade do Vaticano, 17 jan 2019 (Ecclesia) – O prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (Santa Sé) afirmou que a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2019 vai representar “o início de uma mudança na Igreja”.

Em declarações ao portal ‘Vatican News’, o cardeal Kevin Farrell sublinha que o encontro mundial de jovens católicos é a oportunidade para concretizar as mudanças propostas na última assembleia do Sínodo dos Bispos (outubro de 2018), dedicada às novas gerações.

Para este responsável, é essencial “escutar a realidade” concreta, com que os jovens “se deparam nas suas vidas”.

“Os jovens são uma inspiração para a Igreja: os idosos podem ter muita experiência e conhecimento, mas a coragem, o entusiasmo, o desejo de sair e fazer alguma coisa, pertence à natureza dos jovens, que amam os desafios”, assinalou o cardeal norte-americano.

O prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida destaca “a energia, o desejo e a vontade de mudar” das novas gerações, necessárias para um “mundo cansado”.

São pessoas de grande coragem. Pensemos nas migrações: os jovens já não querem viver com fome e violência, procuram e encontram um lugar melhor. E quando o encontram, aprendem e são capazes de transformar as suas vidas e a própria sociedade”.

Esperamos aprender a sua vontade”, juntamente com o seu profundo senso de fé, que os faz viver.

D. Kevin Farrell assinala o sentido de fé das novas gerações, “muito unidos a Deus”.

A JMJ 2019 começa na terça-feira, um dia antes da chegada do Papa ao Panamá, primeiro país da América Central a acolher o maior evento juvenil da Igreja Católica.

Antes, decorre a primeira “Jornada Mundial da Juventude Indígena”, que reúne mais de mil participantes provenientes de vários países no território do povo ngobe de Soloy, na Diocese de David.

“Cerimónias ancestrais em comunhão com a natureza, orações e danças tradicionais integram um programa com momentos de partilha, testemunhos, o lançamento de um projeto ecológico e dramatizações das lutas que esses povos enfrentaram#, explicaram os organizadores à Agência Fides, do Vaticano.

A organização da 34.ª Jornada Mundial da Juventude espera 200 mil jovens de mais de 150 países.

Segundo dados do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, vão participar 318 portugueses de 12 dioceses e quatro movimentos, incluindo seis bispos e 30 voluntários.

As JMJ nasceram por iniciativa de São João Paulo II, após um encontro no Ano Internacional da Juventude, em Roma, em 1985.

OC

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