Francisco encontrou-se com oito refugiados, antes de iniciar viagem de 9500 quilómetros e 13 horas de voo

Cidade do Vaticano, 23 jan 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco chegou hoje pelas 16h16 (21h16 em Lisboa) ao Panamá, destino da sua 26ª viagem internacional, na qual vai participar na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), percorrendo 9500 quilómetros em 13 horas de voo, desde o Vaticano.

Antes de deixar a sua residência, na Casa Santa Marta, esta manhã, o pontífice encontrou-se com um grupo de oito jovens refugiados, de várias nacionalidades, atualmente acolhidos pelo Centro Pedro Arrupe, dos Jesuítas, em Roma.

Francisco enviou a sua tradicional mensagem ao presidente da Itália, ao deixar o país, referindo a Sergio Matarella que partia “animado pelo vivo desejo de encontrar os jovens provenientes de todo o mundo, com a marca da fé e da esperança”.

No aeroporto internacional de Tocumen acontece o acolhimento oficial pelo presidente da República do Panamá, Juan Carlos Varela Rodríguez; duas crianças, em trajes tradicionais, ofereceram flores ao Papa.

A receção contou ainda com a presença dos bispos católicos do país e cerca de dois mil fiéis, com bandeiras do Panamá e do Vaticano, numa cerimónia sem discursos.

Do aeroporto, Francisco percorre 28 quilómetros em veículo fechado e papamóvel aberto, cumprimentando milhares de pessoas ao longo da estrada até à Nunciatura Apostólica, onde pernoitará durante os cinco dias de sua estada no país.

O único Papa a ter visitado o Panamá, até hoje, foi João Paulo II, em março de 1983; o santo polaco um dos padroeiros da JMJ 2019, ao lado de Rosa de Lima, Óscar Romero, João Bosco, José Sanchez del Río, Juan Diego, Martinho de Porres e a Beata María Romero Meneses.

O primeiro contacto do pontífice com os participantes na 34ª JMJ vai decorrer na cerimónia de boas-vindas marcada para quinta-feira, pelas 17h30 locais, no Campo Santa Maria la Antígua.

Na manhã do dia seguinte, o Papa preside a uma celebração penitencial, com jovens reclusos do Centro Correcional de Menores Las Garças de Pacora, uma localidade situada a 46 quilómetros da capital, Cidade do Panamá.

Nesse mesmo dia, depois de regressar de helicóptero à Nunciatura Apostólica, Francisco estará de novo, pelas 17h30, no Campo Santa Marta la Antígua, para presidir à Via-Sacra com os jovens.

Para sábado, estão reservados vários momentos de oração e celebração, com destaque para a dedicação do altar da Catedral-Basílica de Santa Maria la Antígua, às 09h15, e um almoço com jovens no Seminário Maior São José.

O dia termina com uma vigília de oração, no Campo São João Paulo II, com início previsto para as 18h30 locais (mais cinco em Lisboa).

A JMJ 2019 conclui-se no domingo, dia em que o Papa preside à Eucaristia de encerramento, igualmente no Campo São João Paulo II, e anuncia a cidade que vai acolher a próxima edição.

Pelas 10h45, o Papa argentino fará uma visita à Casa Lar do Bom Samaritano, para encontrar-se com pessoas com deficiência e em tratamento ao HIV; e às 16h30 será a vez de ir ao encontro dos voluntários que prestam apoio à JMJ, no Estádio Rommel Fernández, momento que marcará também a última intervenção pública de Francisco antes do regresso a Roma.

Esta é a terceira edição internacional da JMJ presidida pelo Papa Francisco, depois de Rio de Janeiro, em 2013, e de Cracóvia, em 2016.

A organização da JMJ 2019 contabiliza, no arranque da iniciativa, mais de 100 mil peregrinos de 156 países, acompanhados por 480 bispos; o número de participantes deve aumentar significativamente nos momentos conclusivos do evento, entre sábado e domingo.

Os participantes são acompanhados por 20 mil voluntários do Panamá e 2445 voluntários internacionais; 2500 jornalistas estão acreditados.

A JMJ 2019 conta com a participação de 300 portugueses de 12 dioceses e seis congregações e movimentos (Salesianos, Caminho Neocatecumenal, Equipas de Jovens de Nossa Senhora, Juventude Mariana Vicentina, Schoenstatt e Focolares).

A delegação nacional integra 30 voluntários e seis bispos: D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa; D. Joaquim Mendes, presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família e bispo auxiliar de Lisboa; D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda; D. Manuel Felício, bispo da Guarda; D. Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga; e D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra.

OC

Notícia atualizada às 21h26

 

O Papa fez até agora 25 viagens e visitas internacionais, nas quais passou por 38 países: Brasil, Jordânia, Israel, Palestina, Coreia do Sul, Turquia, Sri Lanka, Filipinas, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba, Estados Unidos da América, Quénia, Uganda, República Centro-Africana, México, Arménia, Polónia, Geórgia, Azerbaijão, Suécia, Egito, Portugal, Colômbia, Mianmar, Bangladesh, Chile, Peru, Suíça, Irlanda, Lituânia, Letónia e Estónia, bem como as cidades de Estrasburgo (França), para discursar no Parlamento Europeu e o Conselho da Europa; Tirana (Albânia); Sarajevo (Bósnia-Herzegovina); e Lesbos (Grécia).
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