Diogo, Carolina e Vasco vão participar no encontro mundial do Panamá

Lisboa, 19 jan 2019 (Ecclesia) – Diogo Gama, Carolina Pinto e Vasco Monteiro, da Paróquia do Parque das Nações, revelam preocupações socias e expectativas pela vivência religiosa cultural que vão encontrar na sua primeira Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que começa esta terça-feira no Panamá.

Em declarações à Agência ECCLESIA, Vasco Monteiro revelou que espera “Missas mais abertas, mais focadas nas partes sociais”, isto é, mais “em problemas do mundo”.

“Hoje ouve-se falar muito dos refugiados, de muitas pessoas que têm problemas, e o Papa tem tido uma boa abordagem. Devemos aceitá-los e devemos ajudar os outros, como queríamos que nos ajudassem se estivéssemos na situação deles”, desenvolveu o jovem de 17 anos, que tem curiosidade em ver o Papa Francisco em contacto direto com os jovens.

“Vamos ver como vai interagir com os jovens lá na jornada, mas acho que vai correr tudo bem, parece-me ser uma pessoa e um Papa bom”, realçou Diogo Gama, que partilha a mesma curiosidade.

Já Carolina Pinto afirma que gostava de ouvir o Papa argentino a “falar mais” sobre “bullying”, e de temas que “não são tão falados”.

“Somos todos jovens e temos mais interesse nessas partes, e ia ser positivo se ele falasse desses assuntos”, acrescenta.

Aos 17 anos, e a estudarem no Secundário, surgiu a oportunidade de os três jovens de Lisboa viverem a JMJ 2019, entre os próximos dias 22 e 27, no Panamá.

Vasco Monteiro quer descobrir a vivência da religião noutras latitude, nomeadamente no país acolhedor, saber “se vivem de maneira diferente, mais forte, não tão forte como aqui”.

“É um continente diferente, estou curioso”, confessa.

“Podemos conhecer pessoas de outras nacionalidades, saber outras línguas, e como é a fé no país deles. Vai ser muito engraçado. Vamos pela religião e pela fé, mas também para conhecer o país”, comentou Diogo Gama.

Carolina Pinto já conheceu outros países da América Latina e conta que a preparação para a JMJ foi também falar “com pessoas que já tinham ido e visualizar as duas coisas juntas”.

Neste contexto, Vasco Monteiro salienta que “é importante passar o testemunho” para as pessoas de alguma poderem “viver um pouco daquilo” e ter essa experiência.

“A jornada pode servir um bocado como incentivo de como podemos viver o dia-a-dia de maneira religiosa, ao irmos às jornadas podemos aprender várias práticas e passar a outras pessoas que não sentem tanto a religião como nós”, salientou.

A jovem entrevistada destaca o contraste entre os países da América Latina, que “têm a fé muito no seu dia-a-dia, não tanto como em Portugal”, onde “os jovens não têm tanta fé, são poucos”.

Carolina Pinto refere que, quando o tema é religião, os amigos que não têm esta vivência “normalmente despacham a conversa”, quem “não têm nenhuma “não são muito compreensivos”, mas “é tentar conciliar as duas coisas”.

“Na escola tenho muita gente que anda comigo nos escuteiros e também é fácil ajudarmo-nos uns aos outros nessas questões”, observa.

Diogo Gama também tem “muitos amigos que não acreditam” e percebe que existam “muitos que não acreditam”, mas “é sempre bom para espalhar a fé e falar com eles”.

Segundo Vasco Monteiro, é possível falar “normalmente” de religião e da fé: “Apenas digo o que experiencio e aquilo que vivo como cristão e tento aprender e ouvir as experiências deles”.

Diogo Gama revela também “grandes expetativas” pelo local que vai receber a próxima edição da JMJ, uma vez que “as próximas jornadas podem ser em Portugal”.

“Em termos financeiros seria ótimo; em termos de religião e de fé, ver o Papa… Há muitas pessoas que se podiam interessar”, referiu jovem catequista da Paróquia do Parque das Nações.

CB/OC

Partilhar:
Share