Cidade quer ser «palco das melhores e das maiores» Jornadas Mundiais da Juventude (c/vídeo)

Foto: CML

Cidade do Panamá, 27 jan 2019 (Ecclesia) – O presidente da Câmara de Lisboa disse hoje no Panamá que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que Portugal vai receber em 2022 faz do país “a capital da tolerância, da paz”.

Em declarações à Agência ECCLESIA, após o anúncio feito pelo Vaticano, no final da Missa conclusiva da JMJ 2019, o autarca destacou os “valores universais” de “paz e tolerância” propostos por esta iniciativa, que considera “de enorme importância”.

“Vai ser um grande momento, para os crentes, naturalmente, mas creio também para os que não são crentes, e se reveem nesses valores, particularmente neste momento em que o mundo atravessa momentos tão negros, tão turbulentos: Lisboa vai ser a capital da tolerância, da paz, da juventude, da esperança. Vamos fazer umas jornadas extraordinárias, por certo”.

O responsável espera a “mobilização” de toda a Área Metropolitana, no mês que antecede as jornadas, do acolhimento dos jovens à realização dos vários eventos, para assegurar que “tudo funciona bem” na região e na cidade.

“Lisboa tem uma oportunidade e vai ter uma responsabilidade única, não só pela dimensão dos jovens que hoje participam ativamente, nas várias dioceses, nos vários tipos de instituições e de entidades, que se vão mobilizar para este evento. E estamos a falar de largas centenas de milhares de pessoas, em Portugal. Acho que a proximidade a países como Espanha e França, naturalmente, fará com que sejamos um local de eleição, além da facilidade que vamos ter, de acolhimento, de jovens de todos os cantos do mundo”, observou aos jornalistas, no Panamá.

Fernando Medina diz que Lisboa é vista como uma “grande capital europeia”, em todo o mundo, esperando que até 2022 estejam prontas “todas as infraestruturas” para acolher um evento com dimensões únicas, à escala mundial.

“A cidade de Lisboa tem demonstrado uma grande capacidade de organizar e acolher grandes eventos, que têm as suas especificidades. Este tem uma em particular: num pequeno número de dias, há uma concentração extremamente elevada de pessoas que, creio, nunca terá acontecido na escala do nosso país”, acrescenta.

A Câmara Municipal divulgou um vídeo, através da sua página da rede social Facebook, em que assume o desejo de que a cidade seja “o palco das melhores e das maiores” JMJ.

“Vai mesmo acontecer, em 2022 Lisboa vai ser a capital de milhões e milhões de jovens, da partilha da fé, também dos sentidos de humanidade, de comunidade, de tolerância”, diz Fernando Medina, num vídeo gravado com jovens portugueses gravado no Panamá.

O responsável destaca que o Papa Francisco é hoje uma referência “naturalmente para os crentes” mas também “para todo o mundo”, para todos que “acreditam e creem no sentido da humanidade, da dignidade da pessoa humana”, da importância do combate às alterações climáticas e “preservação do planeta”.

“Uma grande referência moral do nosso tempo”, salientou ainda.

Neste contexto, o edil pediu que se faça das Jornadas Mundiais da Juventude de 2022 uma “grande mobilização” da cidade de Lisboa, dos jovens, da diocese, das associações, das empresas, “de todos na cidade, da região e país” para serem “a capital do humanismo, da tolerância e da dignidade”.

Fernando Medina manifestou “grande alegria e grande orgulho” no vídeo publicado depois da capital portuguesa ter sido anunciada como local escolhido para a próxima edição internacional do encontro mundial de jovens promovido pela Igreja Católica.

As Jornadas Mundiais da Juventude nasceram por iniciativa de São João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma.

Este é um acontecimento religioso e cultural que reúne jovens de todo o mundo durante uma semana.

Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível diocesano no Domingo de Ramos, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos, numa grande cidade; até hoje houve 34 JMJ, com 14 edições internacionais em quatro continentes.

PR/CB/OC

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