Foto: Ricardo Perna/Família Cristã

Lisboa, 30 jan 2019 (Ecclesia) – O Serviço da Juventude de Lisboa convocou os jovens para receberem o cardeal-patriarca no aeroporto e eles responderam com alegria, entusiasmo e disponibilidade para o serviço onde os cânticos anteciparam a futura Jornada Mundial da Juventude 2022.

“É uma maneira de agradecermos o facto de temos o privilégio de receber o nosso cardeal e recebermos a jornada em 2022 que vai ser, certamente, um passo muito grande para nós e para a Igreja Católica em Portugal”, disse João Maia Moura, da Paróquia de São Julião da Barra, à Agência ECCLESIA.

O Vaticano, através do prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, anunciou que Portugal vai receber a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2022, em Lisboa.

“Estamos aqui porque é uma alegria muito grande poder receber a jornada na nossa cidade, no nosso país”, afirmou a jovem Beatriz Salgueiro da Paróquia da Bobadela, esta terça-feira, no Aeroporto Humberto Delgado.

Já Mariana Craveiro, da Paróquia da Freiria, em Torres Vedras, realça que se D. Manuel Clemente “lutou” para Lisboa receber a JMJ que “é muito para os jovens”, ali era “o momento de agradecer” e “o primeiro passo para a Jornada de 2022”.

“Mesmo à distância, os que cá ficaram, vivemos intensamente a jornada e devemos começar a fazer jornada em todos os dias quê se seguem”, acrescentou a jovem escuteira, do agrupamento 496.

Mariana Craveiro revela que foi a Fátima, “em tom de agradecimento pelo início do novo ano”, e ouviu o anúncio num café onde as pessoas não “tinham noção” da informação que se esperava do Panamá.

“Foi engraçada a forma como vivemos. As pessoas iam entrando no café, íamos dizendo e a senhora punha a televisão mais alto”, acrescenta.

Beatriz Lisboa, animadora no CUPAV – Centro Universitário Padre António Vieira -, revelou que a partir do momento em foi anunciada a JMJ em Portugal se “sente logo uma certa responsabilidade participativa” e “quase na boa obrigação de vir e estar presente”.

A jovem de 22 anos, que nunca viveu uma edição internacional da JMJ espera, para além da parte celebrativa e formativa, um “grande convívio e um conhecimento maior da realidade da Igreja em termos mundiais pela comunhão que haverá”.

João Maia Moura recorda “a grande alegria” que sentiu quando soube da JMJ em Portugal e realça que vai ser um “grande desafio”, que vai dar “muito trabalho mas também muito gosto”, considerando ser uma “honra receber tantos jovens”.

“É importante mostrar que os jovens têm um grande poder de mudar muita coisa e mostrar ao mundo o que é que os jovens são capazes”, acrescenta, salientando que não devem “esperar por ser adulto, que é quando fazemos as coisas”.

A estudante e catequista Beatriz Salgueiro recorda a “alegria e orgulho” dos jovens que, no domingo, estavam a ajudar a servir o almoço paroquial e acompanhar a jornada com dois telemóveis.

“Vai ser muito bom para Portugal, para Lisboa, para toda a Igreja. Vai mostrar que os jovens estão presentes; Estas jornadas vão ser, toda a preparação também, algo que vai fazer sair e preparar tudo para receber uma jornada e jovens de outros países”, salientou.

Foto: Ricardo Perna/Família Cristã

Bruno Coelho, da equipa do Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa, destaca que participar numa jornada “é, por si só, uma grande bênção” e ter a possibilidade de acolher “quem participa e dar aos outros o que recebemos sempre é de facto indescritível”.

“Somos o agora de Deus, a jornada é em 2022 mas começa agora e é bom ver que este entusiasmo dos jovens em acolher é geral. A nossa Igreja local vai ser mundial e acolher a Igreja mundial é muito bom”, desenvolve.

Adiantando que já começaram a receber pedidos de informação dos jovens, Bruno Coelho frisa que há “muito caminho a fazer e organizar”, tendo para breve a jornada diocesana, dia 7 de abril.

O Patriarcado de Lisboa já tem um sítio na internet com informações sobre a Jornada Mundial da Juventude – http://jmj.patriarcado-lisboa.pt/#/pt – uma iniciativa criada pelo Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

CB/OC

JMJ 2022: Cardeal-patriarca quer «Jornada dos jovens para os jovens» (c/vídeo)

 

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