Grupos de Portugal chegaram às paróquias de acolhimento

Lisboa, 20 jan 2018 (Ecclesia) – O diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ) disse hoje à Agência ECCLESIA que os grupos de Portugal que vão participar na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) tiveram um acolhimento “muito bom” nas paróquias e estão “prontos para viver esta JMJ”.

“Chegamos muito bem. O acolhimento na paróquia foi muito bom. Embora o cansaço do grupo esteja bem visível nos seus rostos, estamos prontos para viver esta JMJ cheios de alegria”, disse o padre Filipe Diniz numa declaração enviada à Agência ECCLESIA.

Panamá vai receber 300 portugueses de 12 dioceses e quatro movimentos, acompanhados por seis bispos e 30 voluntários, para participar na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2019, que se inicia a 22 de janeiro.

Em comunicado onde refere o número de inscritos através da plataforma da Conferência Episcopal Portuguesa, o DNPJ informa que o programa dos participantes portugueses inclui um encontro, na manhã de 25 de janeiro, na Igreja de Nossa Senhora de Lourdes.

Para o diretor do Departamento Nacional, a Jornada Mundial da Juventude proporciona aos participantes uma experiência de fé em “multidão”, que deve depois ser traduzida na vida concreta, após o regresso aos países de origem.

“É importante esta capacidade do jovem, quando faz esta experiência, ser testemunha daquilo que viveu, mas também a oportunidade de, nas suas comunidades paroquias, nos seus movimentos, transmitir a sua fé”, disse o padre Filipe Diniz.

O diretor do DNPJ assinala que os encontros mundiais são um momento “importante” que não se esgota em si próprio, pelo que é preciso que a fé “se transmita em cada momento, circunstância”, onde o jovem vive e está inserido.

“É aqui que devemos provocar, no bom sentido, este caminho dos jovens. É importante que exista um trabalho de continuidade, que os jovens tenham oportunidade de criar momentos de jornadas, de encontro, de partilha, de sentir o desafio desde Deus”, acrescentou o padre Filipe Diniz

A Jornada Mundial da Juventude no Panamá inicia com a Missa de inauguração no dia 22 de janeiro, um dia antes da chegada do Papa Francisco ao Panamá.

Durante a semana decorre uma Feira da Juventude e Vocacional, que complementa as várias atividades da noite, entre elas o acolhimento ao Papa, a 24 de janeiro, e a tradicional vigília de oração, dois dias depois, no campo São João Paulo II.

A JMJ 2019 conclui-se a 27 de janeiro, com a Missa do envio e o encontro de Francisco com os voluntários.

A organização da XXXIV Jornada Mundial da Juventude espera 200 mil jovens provenientes de 155 países, incluindo mil jovens indígenas dos cinco continentes.

O programa do Papa inclui um encontro com jovens presos no centro de menores “Las Garças” de Pacora, localidade situada a 46 km da Cidade do Panamá, a 25 de janeiro.

Durante a JMJ, vai estar no Panamá a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima.

As JMJ nasceram por iniciativa de São João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude; são um acontecimento religioso e cultural que reúne jovens de todo o mundo durante uma semana.

Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível diocesano no Domingo de Ramos, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos numa grande cidade: em 1987, Buenos Aires (Argentina); em 1989, Santiago de Compostela (Espanha); em 1991, Czestochowa (Polónia); em 1993 em Denver (EUA); em 1995, Manila (Filipinas); em 1997, Paris (França); em 2000, Roma (Itália); em 2002, Toronto (Canadá); em 2005, Colónia (Alemanha); em 2008, Sidney (Austrália); em 2011, Madrid (Espanha); Rio de Janeiro (Brasil), em 2013; e Cracóvia (Polónia), em 2016.

As duas últimas edições internacionais foram presididas pelo Papa Francisco.

OC/PR

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