Centenas de milhares de pessoas acompanharam em clima de festa a primeira Jornada Mundial da Juventude na América Central

Foto: Agência ECCLESIA/PR

Cidade do Panamá, 27 jan 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco encerrou hoje no Panamá a 26ª viagem internacional do seu pontificado, onde presidiu à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a primeira edição internacional deste evento na América Central.

Centenas de milhares de pessoas acompanharam o pontífice, desde a sua chegada ao país, na quarta-feira.

Francisco sublinhou o papel histórico desempenhado pelo Panamá, como referência na região, e apelou à construção de um futuro mais digno para as novas gerações, longe da violência e do crime; simbolicamente, o pontífice celebrou, pela primeira vez na história das JMJ, a liturgia penitencial num centro de detenção para menores, onde deixou uma mensagem de esperança.

Numa região fortemente afetada pela crise migratória, o Papa criticou os “muros” e apelou à construção de “pontes”, no respeito pelos direitos de todos.

A primeira diocese em “terra firme” na América viveu um dia de festa com a dedicação do altar da Catedral de Santa Maria la Antígua, após obras de restauro conduzidas por técnicos portugueses; os católicos do Panamá receberam ainda em festa a imagem peregrina n.º 1 de Nossa Senhora de Fátima, que acompanhou os momentos conclusivos da JMJ.

A tradicional Via-Sacra, presidida por Francisco, falou do “caminho de sofrimento e solidão” dos mais fracos, perante a indiferença da sociedade, evocando a violência contra mulheres, o drama dos migrantes e dos povos indígenas ou a necessidade de defesa da vida humana.

600 mil pessoas participaram na vigília de oração, já no espaço ao ar livre que foi batizado Campo São João Paulo II (primeiro Papa a visitar o Panamá, em 1983), ouvindo o Papa recorrer a linguagens das tecnologias digitais para apresentar a Virgem Maria como “influencer” e a convidar os jovens a fazer o mesmo, com a sua fé.

A multidão ouviu Francisco, na manhã de domingo, dizer que os jovens são o presente e não apenas o futuro da Igreja Católica, antes do anúncio que centrava as atenções em Portugal: Lisboa vai acolher a próxima edição internacional da JMJ, em 2022.

O Papa regressa a Roma num voo da Avianca com a hashtag #vuelodelaesperanza; o Vaticano estima que a chegada aconteça pelas 11h50 locais (menos uma em Lisboa).

OC

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