Francisco associa-se a jornada internacional promovida pelas Nações Unidas

Cidade do Vaticano, 20 jan 2019 (Ecclesia) – O Papa associou-se hoje no Vaticano ao primeiro Dia Internacional da Educação, promovido pelas Nações Unidas, que se vai assinalar a 24 de janeiro, pedindo que este trabalho seja feito sem “colonizações ideológicas”.

“Encorajo, neste âmbito, o esforço da UNESCO para fazer crescer a paz no mundo, através da educação, e desejo que esta seja tornada disponível a todos e que seja integral, livre de colonizações ideológicas”, disse, falando aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, após a recitação da oração do ângelus.

Francisco deseja que esta jornada sirva para “evidenciar e promover o papel essencial da educação no desenvolvimento humano e social”.

“Uma oração e uma felicitação para todos os educadores e educadoras: bom trabalho”, acrescentou.

O Papa recordou ainda o Dia Mundial de Luta contra a Lepra, que se vai assinalar no próximo domingo, ao saudar ao Associação Italiana dos Amigos de Raoul Follereau e as pessoas afetadas pela doença, bem como os que estão junto delas, “no caminho da cura e do resgate humano e social”.

A catequese inicial, desde a janela do apartamento pontifício, centrou-se no episódio das ‘Bodas de Caná’, a passagem do Evangelho segundo São João que relata o primeiro milagre de Jesus, ao transformar água em vinho.

Francisco convidou os católicos a confiar os seus problemas à Virgem Maria, que intercederá junto de Jesus, como aconteceu no relato do Evangelho proclamado hoje nas comunidades católicas de todo o mundo.

“Quando estamos em situações difíceis, quando surgem problemas que não sabemos como resolver, quando, muitas vezes, sentimos ansiedade e angústia, quando nos falta alegria, vamos a Maria e digamos: ‘Não temos vinho. O vinho acabou: olha como eu estou; olha para o meu coração, olha para a minha alma’. Digam-no à Mãe. Ela irá até Jesus e dirá: ‘Olha para ele, olha para ela: eles não têm vinho’. Depois, ela virá até nós e dirá: Fazei o que Ele vos dizer”, declarou, numa passagem improvisada da sua intervenção.

“Servir o Senhor significa escutar e pôr em prática a sua palavra. É a recomendação simples e essencial da Mãe de Jesus, é o programa de vida do cristão”, acrescentou o Papa.

OC

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